As primeiras visitas às famílias decorreram entre 11 e 14 de Junho e abrangeram 11 famílias de 9 concelhos diferentes. Durante a visita a equipa procedeu ao levantamento dos dados, esclareceu dúvidas e apresentou alguns conselhos às famílias.

Levantamento de dados e esclarecimento de dúvidas

Com base nos dados recolhidos relativos aos consumos dos equipamentos, lâmpadas e hábitos de utilização, as famílias já poupam anualmente em média, cerca de 30€ anuais cada, e apresentam um potencial de poupança equivalente a uma média anual de 53€, por família. Em termos de emissões de CO2 anuais, as famílias participantes já evitam, em conjunto, a emissão de 605 kg, podendo ainda evitar mais 1,1 t CO2 /ano.

Principais recomendações na área energia

  • instalar e utilizar multitomadas com corte de corrente;
  • instalar e utilizar as tomadas inteligentes quando há vários aparelhos ligados a um principal;
  • desligar os pequenos aparelhos de cozinha quando não estão a ser usados;
  • substituir as lâmpadas de halogéneo e fluorescentes por lâmpadas LED’s;
  • reduzir a duração dos duches permitindo a poupança de água e de energia;
  • escolher eletrodomésticos com a melhor classe de eficiência energética, que neste momento corresponde à A+++ e consultar a plataforma Topten.pt;
  • se pretender mudar de fornecedor de eletricidade e/ou gás canalizado, faça uma simulação em https://poupaenergia.pt para comparar as várias propostas;
  • avaliar se a potência contratada é a indicada para as suas necessidades em https://simulador.potencia.erse.pt/pt-PT/simulador;
  • quer a electricidade quer o gás natural, dispõem de uma tarifa social que é automaticamente atribuída. Consultar as condições de atribuição em https://www.tarifasocial.dgeg.gov.pt/

Segundo as informações recolhidas junto das famílias, a grande maioria considera a sua casa confortável no Verão mas não confortável no Inverno. Durante o levantamento foram detetadas algumas das patologias, nomeadamente, salitre, fungos, bolores e condensações.

Recomendações na área da construção

  • eliminar as pontes térmicas, i.e., as zonas que, por não estarem isoladas termicamente, têm uma resistência térmica inferior à da restante envolvente e, que por isso, permitem trocas de calor entre o interior e exterior;
No Verão, o isolamento térmico evita que o calor entre para dentro da habitação. No Inverno impede que o calor gerado dentro da habitação escape para o exterior.
  • isolar termicamente as paredes, de preferência pelo exterior, pavimentos e coberturas. A cortiça é um bom material de isolamento que consegue resultados mais equilibrados quer no Inverno quer no Verão. Por outro lado, é material natural com baixa energia primária incorporada durante a sua produção;
  • instalar janelas e portas (de vidro) com vidros duplos e caixilharia com corte térmico;
  • tirar partido do sombreamento para manter a temperatura e a iluminação adequadas e evitar o aparecimento de patologias;
  • colocar sombreamento amovível nas paredes e vãos virados a Sudeste, Sul e Sudoeste, nas zonas do País com Verões mais quentes. Os toldos, pérgulas e as árvores de folha caduca são exemplos de ;
  • privilegiar as cores claras que, por serem mais refletoras, não absorvem tanto o calor, sendo as ideais para regiões quentes;
  • otimizar a luz natural no interior da habitação escolhendo as cores claras para as superfícies, para que reflitam melhor a luz solar, diminuindo a necessidade de iluminação artificial e o consumo energético;
  • usar vestuário adequado às temperaturas e estação do ano, para não aumentar as necessidades de climatização, reduzindo a fatura energética e evitando choques térmicos entre a temperatura corporal e a exterior;
  • proceder à manutenção regular da habitação para garantir o seu bom estado de conservação.

Para mais informações contacte-nos.

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